sábado, 21 de maio de 2016

O MUNDANISMO E COMO VENCER O MUNDANISMO


O sistema mundano se manifesta na política, religião, mídia (TV), ciência, filosofia e ética? A tabela abaixo exemplifica algumas dessas manifestações. Reproduza-a conforme os recursos disponíveis. Incremente este recurso incluindo ilustrações, reportagens e exemplos extraídos da mídia.


MUNDANISMO
MANIFESTAÇÕES
REFERÊNCIAS

Na política
Corrupção; Legalização de leis anticristãs
Dn 3.10-12; 6.1-9; Et 3-6

Na religião
Sincretismo; Pluralismo religioso; Angelolatria
Jz 2.11-14; 1 Rs 11.6-9; Cl 2.18

Na mídia
Ridicularização da fé cristã; Adultérios; Homossexualidade; A estética acima da essência
2 Tm 3.2-8; 1 Tm 4.7,8; 1 Pe 3.1-6

Na ciência
Materialismo; Evolucionismo
1 Tm 6.20; 2 Tm 3.8; Is 40.10

Na filosofia
Existencialismo; Humanismo; Pós-modernismo
2 Tm 4.3,4; Cl 2.8

Na ética
Relativismo; Pluralismo sexual; Hedonismo
1 Tm 3.4; Jz 21.25; Rm 1.26-32


Mundanismo: Hábitos, cultura e sistema da sociedade rebelada contra Deus.

De nada adianta o título de cristão se a pessoa não demonstra uma vida santa diante de Deus e dos homens. Todo crente precisa separar-se do mundo para viver uma vida totalmente controlada pelo Espírito. Deus é santo, e exige de nós santidade. Ser santo é estar separado das concupiscências desta vida. Satanás, o “príncipe deste século” (Jo 12.31; 1 Jo 5.19), tem disseminado seus maléficos valores através das falsas filosofias, heresias, e da nova moralidade, a fim de embaraçar o crente com as coisas deste mundo, dificultando ou impedindo sua íntima comunhão com Deus. Nesta lição, estudaremos sobre a influência do mundanismo na igreja, e como resistir aos seus apelos.

I. UMA CULTURA MARCADA PELO MUNDANISMO

1. Cultura e os valores mundanos.Segundo os dicionários, cultura é o “conjunto das realizações materiais, filosóficas e espirituais de uma sociedade”. Ela compõe a visão de mundo de um povo, de uma época, e de um grupo social organizado. A cultura e a cosmovisão de uma sociedade não cristã são opostas aos valores ensinados pela Palavra de Deus. Por isso, o cristão deve discernir, julgar, avaliar e confrontar os valores ensinados pela sociedade de nosso tempo com os princípios expostos na Palavra de Deus. Tudo o que for contrário às Escrituras deve ser rejeitado e rechaçado pela Igreja. Charles Colson afirmou que “o nosso chamado não é só para ordenarmos a nossa própria vida por princípios divinos, mas também para exortamos o mundo” (O cristão na cultura de hoje, CPAD, p.10). A Igreja, como luz do mundo, deve levar a sociedade a arrepender-se de seus pecados.
2. A cultura e a Queda. O homem é um ser capaz de produzir cultura. Antes da Queda, os princípios apreendidos e desenvolvidos pelo homem eram subordinados aos padrões morais, éticos e sociais estabelecidos pelo próprio Deus. Portanto, nessa época, a cultura refletia a imagem moral de Deus no homem (Gn 1.27-31; 2.15,16,18-24). Com a entrada do pecado no mundo, não apenas a criação foi afetada, mas também a natureza moral e ética humana. Conseqüentemente, toda a produção intelectual e cultural da humanidade ficou condicionada à desobediência e rebelião contra Deus (Gn 3.17-19,21,23; 4.7,19,23). Uma sociedade dominada pelo pecado, só pode produzir uma cultura contrária aos princípios da Palavra de Deus.
3. O cuidado com as adaptações culturais. Embora sejamos influenciados pela cultura do nosso povo desde o nascimento, a Bíblia adverte-nos do perigo de nos tornarmos “amigos do mundo” (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17). Os princípios registrados nas Sagradas Escrituras são absolutos e, portanto, não podem ser submetidos aos caprichos de uma sociedade permissiva. A Igreja de Cristo não luta apenas contra a cultura e os valores mundanos, mas contra as potestades malignas que gerenciam e promovem a maldade, a licenciosidade, a permissividade, a inversão de valores, a injustiça, entre tantas outras mazelas (Ef 2.2; 6.12). Infelizmente, alguns falsos mestres por meio de seus ensinamentos, têm legitimado muitos costumes pecaminosos na igreja, e há os que são coniventes e se negam a condená-los (2 Pe 2.1-3,10-19; Jd vv.4,16-18).

  A cultura produzida pelo homem após a Queda é mundana e se opõe aos valores bíblicos. Portanto, o cristão deve confrontar os hábitos mundanos com as virtudes ensinadas pelas Escrituras.

II. O MUNDANISMO NA SOCIEDADE

1. Nas leis. Um dos propósitos da lei é regular o relacionamento entre os homens, possibilitando a ordem e o desenvolvimento da sociedade civil. As leis não são maiores que os homens, mas foram constituídas para que seus direitos e deveres sejam respeitados. Atualmente, em nosso país, muitos projetos de lei têm sido apresentados com o objetivo de justificar certos comportamentos contrários à Palavra de Deus, tais como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o aborto e a utilização de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas.
2. Na educação. A educação secular tem como fundamento o naturalismo, o humanismo, o pluralismo, entre outros “ismos” contrários à Bíblia. Da Educação Infantil ao ensino superior, os valores cristãos são contestados, algumas vezes, ridicularizados, e não poucas, ignorados. As teorias empregadas por algumas instituições são fundamentadas no ateísmo, antropocentrismo e no relativismo moral. Os livros didáticos costumam priorizar o evolucionismo e a autonomia espiritual e moral do homem. Muitas dessas escolas são conhecidas pela excelência e qualidade, entretanto, suas filosofias são contrárias a Palavra de Deus. A prioridade delas não é a formação do caráter segundo os princípios divinos, mas capacitar o educando para o mercado de trabalho, levando-o a ser mais competitivo numa sociedade que prioriza o ter em vez doser.
3. Na família. A estrutura familiar no mundo está em processo de mudança. Nada se parece com o que Deus instituiu no princípio. O que vemos hoje é a banalização do divórcio, a infidelidade conjugal e a possibilidade legal de casais homossexuais adotarem crianças. Isso é um atentado contra os alicerces familiares fixados por Deus.
4. No entretenimento. O lazer e o entretenimento saudáveis, na medida certa, não são prejudiciais à vida espiritual. Porém, as práticas mundanas de diversão, por meio das quais as pessoas praticam toda forma de pecado, constituem um sério problema para a vida social e cristã. Atualmente, o mundanismo corrompeu até mesmo o lúdico e o entretenimento, sendo o divertimento uma ocasião para a bebedeira, a violência, as drogas e a prostituição.

O mundanisno na sociedade é visto nas leis, na educação, na família e no entretenimento.

III. “NÃO AMEIS O MUNDO” (1 Jo 2.15-17)

1. O que significa “amar o mundo”?Amar o mundo é estar em estreita comunhão com ele, dedicando-se aos seus valores, costumes e cultura. Em outras palavras, é ter satisfação nas coisas que desagradam a Deus e ofendem os princípios das Sagradas Escrituras. Esse pernicioso sentimento impede a comunhão do crente com o Senhor (1 Jo 2.15). É impossível amar o mundo e a Deus ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; Tg 4.4).
2. Aspectos do mundo pecaminoso.Em 1 João 2.16, a Bíblia descreve três vias que conduzem o crente ao mundanismo:
a) “A concupiscência da carne”: Diz respeito aos desejos impuros, a busca de prazeres pecaminosos, e a satisfação dos sentidos (1 Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).
b) “A concupiscência dos olhos”: Refere-se ao desejo incontrolável pelas coisas mundanas que satisfazem à cobiça do homem (Êx 20.17; Rm 7.7). Aqui estão incluídas a pornografia, a violência, a impiedade e a imoralidade promovidas pelo teatro, televisão, cinema e em certos periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28).
c) “A soberba da vida”: Diz respeito ao orgulho do homem pecador que não reconhece o senhorio de Deus. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando-se independente de tudo e de todos (Tg 4.16).
 As três vias que conduzem o homem ao mundanismo são: concupiscência da carne e dos olhos, e a soberba da vida.

IV. “NÃO VOS CONFORMEIS COM ESTE MUNDO” (Rm 12.2)

1. O que é conformar? O verbo “conformar”, no original, significa “ser modelado de acordo com um padrão” e refere-se à constante imitação de uma atitude ou conduta até que a pessoa se torne igual ao modelo. Neste versículo, a Bíblia ensina que o crente deve resistir, combater e não imitar os padrões de comportamento, a cultura e os valores mundanos, pois a igreja não é apenas separada do mundo, mas consagrada a Deus. Seu comportamento reflete a vontade e a natureza de Deus para a humanidade.
2. “Mas transformai-vos...”. Na Bíblia, a mente renovada é fruto da atuação do Espírito Santo (2 Co 3.18; Tt 3.5). O crente de “mente renovada” pelo Espírito é capaz de discernir a perfeita e agradável vontade de Deus para a vida diária. Ele não se confunde e não se molda aos padrões e valores mundanos, pelo contrário, sabe o que agrada ou não a Deus. Neste texto, a razão iluminada pelo Espírito sobrepõe-se às emoções e inclinações naturais. O processo de renovação do entendimento do crente deve ser contínuo e pessoal.

 O processo de renovação do entendimento do crente deve ser contínuo e pessoal.

 O crente que busca uma vida santa não pode se conformar com as coisas deste mundo. Observemos que as concupiscências estão associadas à falta de conhecimento legítimo do que é útil, real e necessário para se ter uma vida que agrada a Deus. Só cai em concupiscência quem perdeu a visão do Reino de Deus, e fixou seu olhar nas ilusões passageiras desse mundo.
 “O modelo transformacional de Paulo
[...] Na visita de Paulo a Listra (At 14), vemos como a cultura helenística dos seus dias tinha sido divinizada. A cultura em si tornou-se um deus com seu próprio seguimento de culto. Depois da cura milagrosa de um aleijado, as multidões estavam certas de que Paulo e Barnabé eram realmente os deuses gregos Hermes e Zeus. O sacerdote do templo de Zeus apressou-se em sacrificar bois e guirlandas àqueles homens que fizeram milagres divinos. As multidões interpretaram o que lhes era maravilhoso e tentaram enfiá-lo em sua cosmovisão cultural-religiosa. Paulo e Barnabé corrigiram o engano, mas só a duras penas, mostrando-nos assim outra abordagem à cultura popular. Esta abordagem chama-se redentora ou transformacional. Está arraigada no mandamento cultural de Gênesis e floresce na obra do apóstolo Paulo”.
(PALMER, M. D. (org.) Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001, pp. 406-7.)
A atuação maligna na pós-modernidade diferencia-se da forma violenta como os cristãos do período greco-romano foram perseguidos ou da inquisição atroz. As estratégias estão mais sutis, difíceis de serem detectadas, e não pretendem aniquilar o Cristianismo, mas impedir o seu avanço, atenuar a sua mensagem, e enfraquecer a identidade cristã.
A mentira está disfarçada de verdade; a verdade está sob suspeita. Os valores morais e bíblicos perdem espaço para a moralidade hedonista e egocêntrica. Não se trata de mera ação humana, mas de nova roupagem para velhos pecados sob a batuta da antiga serpente.

QUE DEUS NOS AJUDE A VENCER A  OS DESEJOS DA CARNE, O MUNDO É O DIABO.

DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE TUDO.

GLÓRIA A DEUS
ALELUIA
AMÉM

sexta-feira, 20 de maio de 2016


 O SURGIMENTO DO ANTICRISTO NO CENÁRIO MUNDIAL



Após o arrebatamento da Igreja o anticristo se manifestará para o mundo.

conhecimento bíblico e o dom de discernimento são ferramentas eficazes na prevenção contra os falsos ensinos inspirados pelo espírito do Anticristo.

 O Anticristo, o filho da perdição

O Anticristo e o ministério da injustiça


Prodígios e sinais do Anticristo


O Anticristo é mentiroso

O Anticristo guerreia contra os crentes


O poder político do Anticristo

 1 João 2
18 - Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora.
19 - Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.
20 - E vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo.
21 - Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.
22 - Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.
23 - Qualquer que nega o Filho também não tem o Pai; e aquele que confessa o Filho tem também o Pai.
24 - Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai.
25 - E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.
26 - Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam.

2 João 1
7 - Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo.

Um dos sinais de que a volta de Jesus poderá é a operação do Anticristo. De acordo com João, o espírito dEle já está atuando no mundo (1 Jo 4.3). Necessitamos de discernimento para enfrentar este mundo dominado pelo deus deste século. Satanás (2 Co 4.4; 1 Jo 5.19). Mostre aos seus alunos que precisamos orar e vigiar, pois mais do que nunca necessitamos do poder divino, para que possamos vencer as forças do mal, as influências mundanas e as obras da carne.

  • O espírito do Anticristo já opera no mundo.
  • Compreenda que a manifestação pública do Anticristo só ocorrerá após Jesus retirar seu povo da Terra.
  • Entenda que apesar dos seus feitos e poder, o Anticristo já possui um fim pré-determinado na Bíblia.
  Anticristo será um homem, porém ele vai apresentar-se ao mundo como se fosse Deus. Depois, reproduza no quadro-de-giz a tabela abaixo. É importante que você leia, juntamente com seus alunos, as referências bíblicas.

O Anticristo
Sua aparição
Dn 9.27

Sua identidade
2 Ts 2.8; Dn 7.8

Suas atividades
Dn 9.20-27

Seu fim
Ap 19.19-21


Anticristo: Um homem personificando o Diabo, porém, apresentando-se como se fosse Deus.

Ao falar sobre o Anticristo e os anticristos, João não estava se referindo unicamente a um assunto escatológico, isto é, ao que faz parte das últimas coisas e a algo que pertence apenas aos últimos tempos. Ele estava também advertindo seus leitores a respeito de um espírito que já ameaçava a igreja naquele período e que ainda está em plena atuação. Um espírito que nega a divindade e o senhorio de Cristo (1 Jo 4.3).

I. O ESPÍRITO DO ANTICRISTO NO MUNDO

João deixa claro que já é a última hora, ou seja, a vinda de Cristo se dará em breve (v.18). Muitos são os sinais de que a volta de Jesus poderá ocorrer a qualquer momento. Um dos sinais é a operação do Anticristo. De acordo com João, o espírito dEle já está no mundo (1 Jo 4.3). Ele exercerá domínio sobre todas as nações. Daniel fala a respeito do governo do Anticristo, mostrando que este será de grande influência: "[...] se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses e falará coisas incríveis e será próspero"[...] (Dn 11.36).
1. O terreno está sendo preparado.Atualmente observamos o fortalecimento das grandes organizações geopolíticas e a unificação dos blocos econômicos. Na verdade, trata-se de uma preparação para um único governo mundial, pois, de acordo com a Palavra de Deus, o Anticristo assumirá grande poder político (Dn 7.8), comercial e religioso (Dn 8.25; Ap 13.16,17). Segundo as Escrituras, ele terá o controle da economia mundial (Ap 13.16,17).
2. Prodígios e sinais. O Anticristo fará muitos sinais e prodígios, ou seja, obras sobrenaturais para que suas mentiras sejam confirmadas: "A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios de mentira" (2 Ts 2.9). Ele usará destes sinais mentirosos para se impor e atrair seguidores. Porém, só conseguirá enganar aqueles que rejeitaram crer na verdade de Deus (2 Ts 2.10-12).
3. Sua aparição. Alguns pregadores e escritores, diante de grandes acontecimentos históricos e personalidades importantes, acabam afirmando que determinado líder político, ou religioso, é o Anticristo; que tal evento marcou ou marcará a sua chegada e muitas outras colocações de natureza duvidosa. Tenhamos cuidado com tais especulações, pois, apesar de seu surgimento ocorrer antes do arrebatamento da Igreja - tendo alguns sinais precedentes indicados no texto de 2 Tessalonicenses 2.1-12 - sua manifestação pública como tal só ocorrerá após Jesus retirar o seu povo da Terra, e ele só se revelará demonstrando toda sua oposição ao Senhor Deus, na metade da Grande Tribulação (Dn 9.27).

 O espírito do Anticristo já está no mundo (1 Jo 4.3). Ele exercerá domínio sobre todas as nações.

II. A PESSOA DO ANTICRISTO

Em um mundo influenciado pela mídia e inclinado à mitologia, é possível alguém pensar que o Anticristo será um ser estranho, de chifres, com aquela aparência caricaturada das representações demoníacas. Nada mais errado! Ele será uma pessoa influente que atrairá até mesmo os "cautelosos" judeus (Dn 9.20-27; Mt 24.22-27).
1. Sua identidade. Ele será uma personificação do Diabo, um líder mundial de habilidades e capacidades desconhecidas até o dia de hoje, possuirá um carisma irresistível e uma oratória extremamente persuasiva. É descrito também pelo apóstolo Paulo como o iníquo (2 Ts 2.8), pelo próprio João, no Apocalipse, como a besta, e pelo profeta Daniel como um "príncipe que há de vir" e o "chifre pequeno" (Dn 7.8; 9.26; Ap 13.2-10,18; 19.20).
2. Suas atividades. De acordo com as Escrituras, no início, o Anticristo fará um pacto com Israel, restaurando a antiga prática de sacrifícios no Templo em Jerusalém (Dn 9.20-27). Todavia, na metade deste período, ele quebrará este acordo, tornar-se-á um governante mundial, declarar-se-á Deus, proibirá a adoração ao Senhor e perseguirá terrivelmente aqueles que desejarem ser fiéis a Cristo (2 Ts 2.4). Conforme as profecias bíblicas, o filho da perdição realizará, por intermédio do poder satânico, sinais e prodígios de mentira (2 Ts 2.7-10). Este período é chamado de Grande Tribulação (Ap 7.14), um tempo de grande perseguição e oposição a tudo o que se chama Deus (Ap 12.17; 13.15).
3. Seu fim. Apesar dos seus feitos e poder, o Anticristo já possui um fim pré-determinado na Bíblia. Sua atividade se encerrará na Batalha do Armagedon quando o Senhor Jesus vier com a sua Igreja. Naquela ocasião, o Rei dos reis e Senhor dos senhores destruirá o Anticristo, seus exércitos e todos os que o seguirem (Mt 24.30; Ap 19.19-21).

Apesar dos seus feitos e poder, o Anticristo já possui um fim pré-determinado na Bíblia.

III. OS ANTICRISTOS NO MUNDO

Diferentemente do Anticristo que virá, muitos anticristos já naquele tempo haviam se manifestado e ainda se manifestam (2 Jo 1.7). Além destes, existem ainda os falsos profetas, homens enganadores que se fazem de cristãos para, se possível, enganar a Igreja (2 Pe 2.1; 1 Jo 4.1). Este fato atesta a advertência do apóstolo do amor quanto à realidade de que o "espírito do anticristo" (4.3) já está atuante e em plena operação, delineando a plataforma para a sua aparição e, ao mesmo tempo, guiando os pequenos anticristos. João apresenta algumas características destes anticristos, as quais merecem ser estudadas.
1. Saíram do seio da igreja. Estes falsos mestres se haviam infiltrado na comunidade cristã com o fim de mesclar-se entre os irmãos para perverter a doutrina dos apóstolos. Pareciam cristãos, mas não o eram de fato. Abandonaram a igreja talvez por terem falhado em seus propósitos de desviar o povo. Esta foi a prova que desmascarou sua real intenção. Ainda hoje há muitos que se dizem cristãos, mas na verdade não o são. Misturados no meio do povo de Deus, são verdadeiros lobos em peles de ovelha. A Bíblia nos adverte várias vezes contra estas pessoas (Mt 24.24; 1 Tm 4.1,2; 2 Pe 2.1; Jd 1-19). Cabe a nós apercebermo-nos da existência destes falsos mestres em nosso meio.
2. Negavam a sã e principal doutrina cristã. Os falsos mestres da época não admitiam que Cristo tivesse vindo em carne, negando assim o próprio Deus, já que Ele mesmo deu testemunho de Jesus (1 Jo 5.9; Jo 5.32-38; 8.18). O Filho de Deus é a mensagem central de toda a Bíblia; o apóstolo Paulo nos ensina que, em Cristo, todas as coisas serão congregadas (Ef 1.10) e que ao nome dEle todo joelho se dobrará, e toda língua confessará que Ele é Senhor (Fp 2.10,11). Qualquer ensinamento que negue isso é maldito (1 Co 16.22; Gl 1.8,9). Assim, esses mestres negavam a Cristo, a sã doutrina e a própria fé.
3. Queriam enganar os fiéis. A intenção dos falsos cristos e falsos profetas é enganar (Mt 24.24; 1 Tm 4.1,2). E só não conseguiram seu intento entre os leitores de João porque estes tinham o Espírito de Deus (v.20) e sabiam a verdade (v. 21). Jesus, quando falou a respeito do Espírito que enviaria, disse que Ele nos guiaria em toda a verdade (Jo 16.13), pois é chamado de "Espírito da verdade". Ele nunca deixará que sejam enganados aqueles que o têm em seus corações (1 Co 3.16; 6.19). Entretanto, espera-se dos filhos de Deus que conheçam as Escrituras (Sl 1), porque são Elas que nos fazem sábios (2 Tm 3.15). O salmista compara a Palavra a uma lâmpada para os pés e a uma luz para o caminho (Sl 119.105). Ela é a nossa bússola que não nos deixa errar o alvo (Fp 3.14). Nenhum falso mestre terá êxito em desviar pessoas que conhecem a verdade. Pois estes cristãos, alicerçados na Palavra, farão como os crentes em Beréia, que examinavam as Escrituras para confirmar se a pregação de Paulo e Silas era biblicamente confiável (At 17.11).

Nenhum falso mestre terá êxito em desviar pessoas que conhecem a verdade.

O espírito do Anticristo já está no mundo, usando homens enganadores na realização de falsos milagres e manifestações, tentando iludir as igrejas. Se estas não estiverem cultivando a presença do Espírito de Deus, poderão cair em seus laços. Por isso, devemos estar alicerçados na Palavra de Deus, ocupando-se em meditar nEla de dia e de noite, pois o que qualifica um verdadeiro mestre ou pregador como homem de Deus são os seus frutos e obras (Mt 7.15-20), e não os supostos sinais que fazem até mesmo usando o nome de Jesus (Mt 7.22,23).

Caricaturado: Reprodução falsa de algo, mas aceita pela sociedade.
Mitologia: O estudo da ciência dos mitos.

1. Cite um dos sinais da volta de Cristo, segundo a lição.
R. Um dos sinais é a operação do Anticristo.

2. Como Paulo e Daniel descrevem o Anticristo?
R. O apóstolo Paulo o descreve como iníquo (2 Ts 2.8), e o profeta Daniel como um "príncipe que há de vir" e o "chifre pequeno" (Dn 7.8; 9.26; Ap 13.2-10,18; 19.20).

3. Quando a atividade do Anticristo se encerrará?
R. Sua atividade se encerrará na Batalha do Armagedon quando o Senhor Jesus vier com a sua Igreja. Naquela ocasião, o Rei dos reis e Senhor dos senhores destruirá o Anticristo, seus exércitos e todos os que o seguiram.

4. Qual a intenção dos falsos cristos e falsos profetas?
R. Enganar a Igreja (2 Pe 2.1; 1 Jo 4.1).

5. De acordo com a Verdade Prática, cite duas ferramentas que podem ser utilizadas na prevenção contra os falsos ensinos.
R. O conhecimento bíblico e o dom de discernimento.

A Besta ou Anticristo será uma personagem de uma habilidade e capacidade desconhecidas até hoje. Será o maior líder de toda a história; acima mesmo de qualquer famoso general ou governante mundial conhecido. Será portador de uma personalidade irresistível. Sua sabedoria e capacidade serão sobrenaturais, quando consideramos seus atos à luz do relato bíblico. Além da ação diabólica direta, outros fatores contribuirão decisivamente para a implantação do governo do Anticristo, como poderio bélico, alta tecnologia e poder econômico.
Será um grande demagogo. Influenciará decisivamente as massas com seus discursos inflamados (Ap 13.5). A Bíblia diz que toda a terra se maravilhará após a Besta (Ap 13.3).
O Anticristo surgirá da área do antigo Império Romano, porque em Daniel 9.26 está escrito que o seu povo (isto é, o povo donde procede o Anticristo) destruíra a cidade de Jerusalém, e esse povo foi o romano, como bem documenta a história. Talvez ele seja nativo da Síria, porque Antíoco Epifânio, tipo futuro do Anticristo, era da Síria. (Ver Miquéias 5.5 na Tradução Brasileira).

Paulo escreveu que o Anticristo será destruído pela Palavra de Deus (2 Ts 2.7,8). No Apocalipse, assim está narrado o seu fim: "E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e enxofre" (Ap 19.20).
O Senhor Jesus mostrará a todos que o seu poder é irresistível. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
"Senhor Jesus, não nos deixes ser seduzidos pelo engano nem pelas mentiras do adversário. Que possamos, nestes instantes que ainda nos restam, agir de maneira santa e irrepreensível até que venhas buscar a tua Igreja".
Somente uma igreja cheia do Espírito Santo poderá resistir ao espírito do Anticristo que está em operação no mundo.

Que Deus nos ajude.

PGlória a Deus!
Aleluia!